quinta-feira, 18 de outubro de 2007

Armadilhas da alta tecnologia em áudio e vídeo

Postado por Flávia Passos Leite.
Um colega, vendedor de uma das lojas mais conceituadas de áudio e vídeo do Rio de Janeiro, me diz com certo orgulho que as vendas de televisores em “Full HD” (leia-se 1080p) têm aumentado de forma significativa.
E aí eu pergunto se ele tem idéia do destino de uso de um equipamento desses. Claro que ele não sabia.
Atualmente, até onde sei, somente discos Blu-ray são capazes de entregar sinais de 1080p nativos para uma TV desta classe. Isso, sem falar que HDTV é um projeto de futuro meio incerto, apesar dos fabricantes estarem colocando “stickers” em alguns modelos, alegando que eles estão preparados para a TV digital brasileira. Estão mesmo? Mas é com DRM ou sem DRM? Ninguém sabe.
As fontes da desinformação

A maioria das pessoas que se interessam por obter alguma informação técnica o fazem junto a lojas ou principalmente junto aos telefones de atendimento ao consumidor, disponibilizados pelos fabricantes.
No caso de áudio e vídeo, não é incomum ligar para telefones deste tipo, esbarrar logo de cara numa pessoa totalmente desinformada, às vezes até mesmo do conteúdo dos manuais. E quando o nosso telefonema é passado adiante, digamos ao setor de engenharia da empresa, dependendo da profundidade técnica da dúvida, ela vai ficar sem resposta.
E este problema é diretamente proporcional ao grau de cultura específica de quem liga e da respectiva falta de preparo ou atualização de quem atende.Talvez o cerne da questão esteja no fato singular de que o Brasil raramente produz tecnologia própria.
Exagero ou desperdício
Até que ponto o consumidor tem necessidade de uma televisão com capacidade para reproduzir 1080p nativos? Sob o ponto de vista da tecnologia, é possível perdoar a quem “peca por excesso”, mas não seria bem mais interessante saber o que se está comprando, antes de gastar o dinheiro em produtos que não vão servir para coisa alguma?
Retirado do site webinsider, Paulo Roberto Elias.

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